Lyric assembly and page design by Dale Meier, Salt Lake City, Utah. utahpictures.com
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1.
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Reza Vela + MUSIC |
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2.
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Rodo Ccotidiano |
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3.
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Papo de Surdo e Mudo+ MUSIC |
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4.
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Bitterusso Champagne |
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5.
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Mar de Gente |
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6.
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O Salto |
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7.
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Linha Vermelha |
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8.
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Pára Pegador |
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9.
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Óbvio |
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10.
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Maneiras |
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11.
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Novo Velho - COMING SOON |
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12.
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Deus lhe Pague |
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13.
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O Salto II - COMING SOON |
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1.
Reza Vela
O Rappa, Rodrigo Valle e Marcos Lobato
a b c#
F#mAdd2 C#m7
La na na - lalalalalala
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A chama da vela de reza
Direto com o santo conversa
Ele te ajuda te escuta num canto coladas no chão
Mas sombras mexem
Pedidos e preces viram cera quente
Pedidos e preces viram cera quente
A fé no sufoco da vela abençoada no dia dormido
O fogo já não existe eles saíram do abrigo são
quase nada
A molecada corre, corre ninguém tá triste
E molecada corre, corre ninguém tá
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Se tudo move, se o prédio é santo
Se é pobre, mais pobre pobre fica
Vira bucha de balão, ao som de funk
E apertada a tua avenida
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A cera foi tarrada, Não se admire.
-------------------------------------------------------------
Se tudo move é, se o prédio é santo
demais pobre pobre fica
Vira bucha de balão ao som de funk
E apertada a tua avenida
A-a-a A tua avenida A-a-a
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F#m A Bm D
A cera foi tarrada, Não se admire.
Tá no céu, não espere o tiro apenas mire
A cera foi tarrada, Não se admire.
Tá no céu, o balão de bucha, não espere
o tiro apenas mire
-------------------------------------------------------------
Depois da bença o peito amassado
é hora do cerol
é hora do traçado
Quem não cobre fica no samba atraves sado
Sobe alto balão no céu rezado
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REPEAT ALL
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2.
Rodo Cotidiano
O Rappa
Bm A/f# Gmaj7 A/f#
bass ||: DB AB A AB | EB AB A AB | F#B AB A AB | DB AB A AB :||
A idéia lá
comia solta
Subia a manga
amarrotada social
No calor alumínio
nem caneta,
nem papel
e uma idéia fugia
Era o rodo cotidiano
O espaço é curto
quase um acurral
na mochila amassada
uma quantinha abafada
(vidinha abafada)
meu troco é pouco
é quase nada
não se anda
por onde gosta
mas por aqui
não tem jeito todo
mundo se encosta
Ela some no
ralo de gente
Ela é linda
mas não tem nome
É comum
É normal
Sou mais um no
Brasil da Central
Da minhoca de metal
que entorta as ruas
como um concorde
apressado
cheio de força
Voa, voa mais pesado
do que o ar
o avião do trabalhador
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3.
Papo de Surdo e Mudo
O Rappa
C#m7
e c# e f# e e c# b g#
c# e f#
F#m7 C#m7
ua a a a a a a a oi
O nascimento de uma alma é coisa demorada.
Não é partido ou jazz em que se improvise.
Não é casa moldada laje que suba fácil.
A natureza da gente não tem disse me disse.
No balcão do botequim a prosa tá parada.
Não se fala da vida, não acontece nada. 2x
Se não faltasse trabalho no meio do barulho.
O dia sobra e sobra muito
Papo de surdo e mudo.
Ela passa de onda paisagem fluminense.
Parece dia de festa todo mundo presente.
Se soubesse rimar faria um samba antigo.
Onde reina a calma e todo mundo é amigo.
O calor é sólido
Um pedaço eu sinto como um bafo é
Como um bafo é
E a cachaça que queima bem forte.
Vibrante e forte
E a cachaça que queima forte.
Vibrante e forte
Estaria maluco
Se não estivesse junto
Estaria maluco
Se não estivesse junto
Se não estivesse junto
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4.
Bitterusso Champagne
O Rappa
Eb Db Eb Eb Bb Ab Bb - Ab - Bb Eb - Db
Eb Gb B Db
Bb Bb / Db - Bb Bb / Eb - | Bb Bb / Db - Gb / Ab Gb F Eb
Na - na,na,na, Na - na,na,na...
Um brinde com taça de vinho
Cheiro de asfalto no sangue
Um atalho com fuzil no caminho
No cardápio bitterusso champagne
Um atalho com fuzil no caminho - eheh
No cardápio bitterusso champagne
Cordão de fé tirado do peito
E uma luz no fim do presídio
Mas um buraco cavado às pressas
Pra aliviar o suplício
A esperança no orifício Na revolução
Quanto mais tiram de nós Lá dentro corrupção
Ab Db
Os atentados civis viram showmicio
Dos que nunca estão no controle
Dos que nunca estão no controle
Na - na,na,na, Na - na,na,na...
E vão crescendo os vícios
Caido por terra
Pela classe discurso
Sofrimento pra`alguns é ser feliz
Pra quem nunca teve nada
É tudo que sempre quis
Na - na,na,na, Na - na,na,na...
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5.
Mar de Gente
O Rappa
B - B D F#G - G F# E - E E F# - F# F# F#
Ai-o-Ah Eheh
Ai-o-Ah Eh
Brindo à casa, Brindo à vida
Meus amores, Minha família
Atirei-me ao mar
Mar de gente, onde eu mergulho sem receio
Mar de gente, Onde eu me sinto por inteiro
Eu acordo com uma ressaca guerra
Explode na cabeça e eu me rendo mais a um milagroso dia
E B E B - B F# B D
Essa é a luz que eu preciso
Luz que ilumina a cria e nos dá juizo
Cria e nos dá juizo
B F# B D | B F# B A | G E | B F# B D |
Voltar com a maré, sem se distrair
Tristeza e pesar, sem se entregar
Mal, mal vai passar, mal vou me abalar
Mal, mal vai passar, mal vou me abalar
G F# E F#
Esperando verdades de criança
Um momento bom comun
Voltar com a maré, sem se distrair
Navegar é preciso Se não a rotina te cansa
Tristeza e pesar, sem se entregar
Ai-o-Ah Eheh
Ai-o-Ah Eh
Interesses na babilônia nevoeiro
Poços em chamas tiram proveito
Passa Passa Passa Passa passageiro
Arte ainda se mostra primeiro
Uma onda segue a outra
assim o mar olha pro mundo
assim o mar olha pro mundo
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6.
O Salto
O Rappa
F# G E B
F# | E | D | B A B
As ondas de vaidades
inundaram os vilarejos
E minha casa se foi
Como fome e banquete
Então achei sobre as ruínas
e as dores sobre os ferros
A brasa e a pele ardiam
Como o fogo dos novos tempos
E regaram as flores
no deserto
E regaram as flores
com chuva de insetos
Mas se você ver
em seu filho
uma face sua
e retinas de sorte
E um punhal reinar
como o brilho do sol
O que farias tu?
Se espatifaria
ou viveria
o espírito santo
Aos jornais
eu deixo meu sangue
como capital
E às famílias
um sinal
E regaram as flores
no deserto
E regaram as flores
com chuva de insetos
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7.
Linha Vermelha
O Rappa
Fecharam a Linha Vermelha
Fecharam a Linha Amarela
Fecharam Avenida Brasil
Grajaú - Jacarepaguá
e também o Anil
Alto da Boavista, Vista
Chinesa, Paineras
mandaram esperar
Sentido Lapa - Barra
Niemeyer
Tem que recomeçar
Tem que contruir
Tem que avaliar
Ter hora pra agir
Vou me benzer
Vou orar
Vou agradecer
Vou me rezar
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8.
Pára Pegador
O Rappa
Ele pára, pegador
depois chuta matreiro
campeão, matador
bom de luta
Abaixou, vacilou, ele passa
Se necessário, machuca,
humilha, traça
O seu laço é de corte,
mas não aparta briga A vida escolhe quem
vai pra dividida
jogador, partideiro
desenha a linha da bola
Faz o drible da vaca
e muda o rumo da história
Sua finta é ciência
Pros otários é pica
Sem vergonha, malandro
um abraço pra quem fica
Se o gol é atento
pra ele é um trunfo
Ele já ta ligado e andando
se tá todo mundo junto
No buraco de silêncio
que precede o esporro
Àquele que o tempo e a hora
e a hora é mundo em que
todo mundo é morro
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9.
Óbvio
O Rappa
Bm Gmaj7
Saia do ócio
Não caia no óbvio
Não quero ter um sócio
Eu quero um antídoto
pra viver melhor
Em nome da fé
acertar a si mesmo
como em transe
em busca de algo superior
Praticando a maldade
sem sentir
como se estivesse certo
Em busca
de um desafio
poderoso por um instante
Cai o mito
de quem está falando
Ignorância
e a ganância
se refugiam na dor
Natureza sofredora
Faca de dois gumes
Brasa espalhada
que vira pó
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10.
Maneiras
O Rappa
Se eu quiser fumar eu fumo
Se eu quiser beber eu bebo
Pago tudo que consumo, com suor
Do meu emprego
Confusão eu não arrumo
Mas, também não peço arrego
Eu um dia me aprumo
Tenho fé no meu apego
Eu só posso ter chamego
Com quem me faz cafuné
Como o vampiro e o morcego
É o homem e a mulher
O meu linguajar é nato, eu não estou falando grego
Amores a amigos de fato
Nos lugares onde eu chego
Eu estou descontraído
Não que eu tivesse bebido
Nem que eu tivesse fumado, pra falar
Da vida alheia
Mas digo (Zeca) sinceramente
Na vida a coisa mais feia
É gente que vive chorando de barriga cheia
É gente que vive chorando de barriga cheia
É gente que vive chorando
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11.
Novo Velho
O Rappa
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12.
Deus Lhe Pague
O Rappa
Por esse pão
pra comer
Por esse chão
pra dormir
A certidão pra nascer
E a concessão
pra sorrir
Por me deixar existir
Deus lhe pague
Pelo prazer
de chorar
E pelo "estamos aí"
Pela piada no bar
E o futebol
pra aplaudir
Um crime
pra comentar
E um samba
pra distrair
Deus lhe pague
Por essa praia
Essa saia
Pelas mulheres daqui
O amor mal feito
Depressa
Fazer a barba e partir
Pelo domingo
que é lindo
Novela, missa
jornal e gibi
Pela cachaça
desgraça
Que a gente tem
que engolir
Pela fumaça
desgraça
que a gente
tem que tossir
Pelos andaimes,
pingentes
Que a gente
tem que cair
Deus lhe pague
Por mais um
dia, agonia Pra suportar
e assistir
Pelo rangido
dos dentes
Pela a cidade a zunir
Pela mulher
carpinteira
Pra nos louvar
e cuspir
E pelas
moscas-bicheiras
A nos beijar e cobrir
E pela paz derradeira
que enfim
vai nos redimir
Deus lhe pague
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13.
O Salto II
O Rappa